quinta-feira, 21 de abril de 2011

TIRADENTES, UM BRASILEIRO EXEMPLAR

Tiradentes Esquartejado, em tela de Pedro Américo, em 1893.
Acervo do Museu Mariano Procópio

Na manhã de 21 de abril de 1792, um sábado, José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, percorreu em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e o local onde foi armado o patíbulo, no Largo da Lampadósia. O governo geral tratou de transformar aquele fato em uma demonstração de força da Coroa Portuguesa.

A leitura da sentença estendeu-se por 18 horas, após a qual houve discursos de aclamação à rainha, e, em seguida, o cortejo munido de verdadeira fanfarra e composta por toda a tropa local.

No entanto, todo esse espetáculo despertou a ira da população, que presenciou o evento, e assim, a memória de Tiradentes foi preservada para sempre. E, ao contrário do que queria a Coroa, como o grande herói da Independência do Brasil.

O que diz a sentença:

“condenam o réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi do Regimento pago da Capitania de Minas, a que, com pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca, e nela morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde no lugar mais público dela, será pregada em um poste alto, até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes, pelo caminho de Minas, no sítio da Varginha e das Cebolas, onde o réu teve as suas infames práticas, e os mais nos sítios das maiores povoações, até que o tempo também os consuma, declaram o réu infame, e seus filhos e netos tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique, e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados, e mesmo chão se levantará um padrão pelo qual se conserve em memória a infâmia deste abominável réu”.

2 comentários:

Andressa disse...

Vânia... se você soubesse o quanto o seu exemplo de vida, de profissional, de amiga, de mãe, de mulher, me inspiraram... Não sei usar as palavras para isso, mas queria deixar explícito o quanto sou grata a você por tudo o que eu sou hoje... Te adoro demais!
Um beijo
Andressa Grilo

Anônimo disse...

Olá, Andressa!

É muito bom saber que, de alguma maneira, a gente fez algum bem a alguém. Mas, com certeza, se eu fiz algo de bom, para você, foi porque mereceu. Ou seja, o esforço e o mérito são todos seus.
Conte sempre comigo.
Beijos, com imenso carinho;

Vania Mara Welte