quinta-feira, 10 de maio de 2012

O RATO QUE RUGE

(Foto de João Le Senechal, na Revista Ideias)

A novidade na eleição deste ano
é o candidato Ratinho Junior,
que corre por fora
e assusta gregos e baianos

A eleição de Curitiba está encruada. Há meses os candidatos não se movem e os três que estão na ponta são os mesmos. Luciano Ducci, Gustavo Fruet e o surpreendente Ratinho Junior. Dele ninguém sabe até onde vai, embora os preconceitos digam que alguém com esse nome não vence eleição em Curitiba, cidade de povo modesto, porém exigente nas aparências.

Sua carreira foi meteórica. Em 2002, aos 21 anos, foi eleito o deputado estadual mais votado pelo PPS no Paraná. Em 2006, foi eleito o segundo deputado federal mais votado no Paraná. Em 2010 reelegeu-se deputado federal, obtendo a maior votação no Paraná e a sexta maior do Brasil. Não é por nada que agora quer, aos 31 anos que comemora no dia 19 de abril, dar um salto na carreira. Seus sonhos não são pequenos. Ele quer chegar um dia a governador do Paraná. Sabe que o caminho mais curto é ganhar a prefeitura de Curitiba, por onde passaram os governadores desde 1990.

Ora, pois, Ratinho Junior é o único dos três que não conta com o apoio de governos. Ducci tem a prefeitura e o paraninfo Beto Richa, que não o deixa na chuva. Não é de somenos. Richa é seguramente o mais forte dos apoios que alguém pode pretender na eleição de outubro na capital. E tem ao seu lado o apoio de Fernanda Richa, a primeira das primeiras-damas do Paraná que tem alcance político-eleitoral real. É grande eleitora na cidade e qualquer analista político com dois neurônios ativos afirma que ela seria candidata imbatível se a lei lhe permitisse.

Gustavo Fruet arrumou a sua nova turma. Agora é o queridinho do PT sem deixar de ter apoio em camadas da população que sabem dar nó na gravata e usar todos os talheres. O PDT é uma ficção em Curitiba. Ou melhor, o brizolismo não existe por aqui. O PDT só teve potência com o instrumento alheio. Albergou Jaime Lerner, Rafael Greca, Cássio Taniguchi e outros descendentes da Arena em outra época. Foi feliz e até Brizola comemorou ao acreditar que essa turma ajudaria a levá-lo à Presidência da República. Mas o PT agora é forte e tem candidata a presidente em 2014, Gleisi Hoffmann, e tudo o que pretende é derrotar Beto Richa e sua trupe em Curitiba. Por isso adotou Gustavo Fruet e mandou às favas a tigrada que sonha com candidatura própria. Agora, em abril, veremos o que decide.

ATROPELA POR FORA

Nesse hipódromo, Ratinho Junior corre na raia de fora. Sem ajudas oficiais. Sem máquina administrativa que olhe por ele e lhe faça feliz. Seria o nosso cavaleiro da triste figura a enfrentar moinhos de vento, destinado a sair da eleição menor do que entrou em seu cacife eleitoral? Tudo é possível até que as urnas nos desmintam. Quem, em sã consciência, imaginaria a vitória de Requião contra Jaime Lerner em 1985? Quem apostaria no sucesso de 12 dias de Jaime Lerner em 1988? Assim caminha a humanidade. É verdade que Ratinho Junior enfrenta obstáculos que esses graúdos senhores nunca encontraram pelo seu caminho.

Ratinho Junior é o único de todos eles que não frequenta as rodas perfumadas do Country Clube. Qualquer cidadão curitibano que tenha alcançado o pico em seu alpinismo social ou descenda de ilustres famílias empobrecidas pelo tempo e pela incompetência torce o nariz para esse jovem deputado federal que se elegeu com enorme votação em 2010.

Mas nem todos fecham os olhos para esse novo fenômeno político. Por razões distintas, mas com boa análise, empresários de peso e bem postados no PIB local, como Marcelo Beltrão Almeida, ou um líder empresarial como Marcos Domakoski, que presidiu a Associação Comercial do Paraná, enxergam o que os outros não veem ou não querem ver. Ratinho Junior pode chegar lá, mesmo que não conte com o apoio das máquinas, coisa muito natural neste país de grandes moralistas que convivem com bicheiros e coisas assim.

Para figuras como Marcelo Almeida e Domakoski, Ratinho Junior é o “Rato que ruge”, apodo simpático que extraíram do título de um filme genial da década de 50 estrelado por Peter Sellers. No enredo, Sellers lidera pequeno país que põe de joelhos a potência americana e exige, para devolver Nova York, “paz eterna para todos”.

Marcelo Almeida, leitor compulsivo, certamente leu William Shakespeare, o qual dizia: há uma providência especial na queda de um passarinho, o estar preparado é tudo. Em noite recentíssima, em jantar que misturou empresários, políticos e intelectuais, Almeida transformou em parábola atual a história da queda da Bastilha. “Na noite do dia 13 de julho de 1789, o rei Luis XVI anotou em seu diário que nada, absolutamente nada de novo acontecia na história”.

Pois, pois, no dia 14 de julho ele estava deposto e pronto para o cadafalso. Quis dizer que a história ensina que nada é eterno e imutável e que os presunçosos no poder podem ter surpresas. Ou seja, um candidato como Ratinho Junior pode se eleger em Curitiba, apesar das opiniões contrárias de quem vê de cima para baixo e não enxerga as aspirações populares numa cidade que mudou muito a sua composição social. A população cresceu e camadas expressivas ascenderam, deformando a classe média conservadora. As próprias pesquisas de opinião não conseguiriam captar essas mudanças porque trabalham com amostras antigas e cristalizadas.

QUEM SUBESTIMA?

É claro que entre os políticos de alto coturno o Rato que ruge não é subestimado. Os sismógrafos de Beto Richa e de Gleisi Hoffmann são sensíveis no curto e no médio prazos. Trata-se de aparelhos muito bem calibrados pela experiência. Dificilmente falham na colheita das informações. A questão a discutir é como usam as informações. Mas essa é outra história.

Acontece que essas mudanças sociais criaram novas expectativas de setores que antes se comportavam com extrema candura diante dos poderosos. Há, segundo os esculápios da sociologia, um brado retumbante do “quero mais”.

Os mais pobres que compraram seu carro em 70 prestações, estão na fila da casa própria, adquiriram eletrodomésticos e ainda têm sobras para a diversão, não querem ficar por aí. Reclamam mais serviços de saúde, mais educação, asfalto na porta, transporte eficiente e segurança, muita segurança, que este é o principal tormento da madame e da distinta da periferia. Ou seja, aspirações que dizem respeito aos atuais governantes da cidade, do Estado e da República. Ratinho Junior aí sai ganhando em não representar nenhuma dessas instâncias do poder público. É o perfeito locutor das reclamações de cima e de baixo.

E, pelo visto, tem assunto para cinco campanhas eleitorais. Independente como a Mocidade de Padre Miguel, Ratinho Junior não tem compromissos políticos. Os que tinham foram desfeitos pelos parceiros que o traíram vergonhosamente, o que o coloca na posição de vítima da politicagem mais rasteira. Ele apoiou, de mala e cuia, a candidatura de Osmar Dias, do PDT, contra Beto Richa. Deu retornos significativos. Apoiou também Gleisi Hoffmann, do PT, para o Senado. O compromisso dessa gente era simples: ele teria o apoio de todos na disputa da prefeitura de Curitiba em 2012.

Qual o que. Gleisi Hoffmann, do alto de sua condição de mais votada para o Senado, no papel de estrela que sobe, esqueceu o passado rapidamente e trocou Ratinho Junior que a apoiou e apoiou Osmar Dias e Dilma Rousseff por Gustavo Fruet, o detrator de Lula, que apoiou Beto Richa e fez de tudo para tomar seu lugar na corrida pelo Senado. Imaginem a frustração de Ratinho Junior com seus companheiros de aventura em 2010. Até hoje não há Engov habilitado a desopilar o seu fígado sempre que é lembrado da alta traição que sofreu.

SEM MÁGOAS, SEM RANCOR

Mas Ratinho Junior aprendeu que assim caminha a humanidade da política nesta área chuvosa do planeta. Guardou as mágoas, arquivou os ressentimentos, e continua no jogo. Só que desta vez não abre para nenhuma proposta que venha dessa banda. Tem medo de que a dose de traição se repita. Por isso mesmo faz questão de avisar aos emissários que é candidato sob qualquer hipótese. Não abre.

Pois, pois, a malta não desiste. Prova da força de Ratinho Junior é que os seus dois principais adversários fazem de tudo para convencê-lo a aceitar a vice. Gustavo Fruet teria um reforço inigualável, pois Ratinho Junior lhe daria o caminho para a periferia, para os bairros mais pobres, para a classe C dos emergentes, ou seja, para a grande fatia do eleitorado onde ele não existe e nem é lembrado.

Para o prefeito Luciano Ducci, Ratinho Junior seria um parceiro perfeito. Primeiro porque sua saída do jogo principal certamente evitaria o segundo turno. E segundo turno é um drama para qualquer prefeito que tenta a reeleição. Em segundo lugar porque há espaços do eleitorado hoje dominados por Ratinho Junior onde é baixa a densidade de seus votos. Bolsões na periferia que agregados ajudariam a elevar rapidamente os índices do prefeito.

Ducci oferece uma vantagem nesse assédio ao candidato do PSC. Como ele tenta a reeleição, não poderá se candidatar a prefeito em 2016. Isso significa que o seu vice passará a ser candidato natural do grupo e da máquina. Pois, pois, com grandes chances de chegar lá. Só que com quatro anos de atraso.

Mas como Ratinho Junior é o mais jovem dos políticos nessa porfia, poderia esperar. Não é o que ele pensa. Prefere passar pela experiência majoritária que aguardar na condição de vice. A ministra Gleisi Hoffmann bem que tentou convencê-lo a ficar com o grupo que hoje dá sustentação ao governo de Dilma Rousseff. Pediu a união em torno de objetivos maiores da Nação. Pois Ratinho Junior não entra nessa conversa hipócrita em torno de ideologias que nada tem a ver com a realidade, quando a questão premente é outra.

Esta é uma singular situação em que Gleisi Hoffmann se apresenta como defensora dos interesses do PT e dos trabalhadores, mas adota como seu candidato Gustavo Fruet, que ontem acusava todos os do PT, a começar pelo ex-presidente Lula, de corrupção. Bem, de algoz, Fruet passou a aliado, o que não é incomum na política brasileira. O aliado Ratinho Junior ficou na beira do caminho, depois de ouvir declarações emocionadas e lacrimosas de amor eterno durante a campanha eleitoral de 2010.

Diz sabedoria antiga, à qual logo aderiram os sábios do petismo pragmático, que em política o que importa é a vitória, unicamente a vitória, e para alcançá-la vale tudo, inclusive trocar de parceiro no meio do baile, sem que isso cause pejo ou opróbrio. Afinal, em Curitiba teremos os três candidatos principais a prefeito que são de partidos que integram a base do governo de Dilma Rousseff: PSB, PDT e PSC. Pois, pois, na verdade por trás dessas siglas há outra guerra, a verdadeira disputa, que aponta para 2014, quando os tucanos do PSDB de Beto Richa terão de enfrentar os petistas de Gleisi Hoffmann. Mas nenhum desses partidos têm candidato a prefeito para este ano. Nessa sopa de letrinhas entra como tempero uma boa de dose desfaçatez. Mas ninguém dá a mínima para isso. A não ser uma camada de eleitores que começa a pensar em mudanças.

quinta-feira, 15 de março de 2012

AYRES BRITO É ELEITO O NOVO PRESIDENTE DO STF


O Supremo Tribunal Federal terá um novo presidente. Nesta quarta-feira, 14, foi eleito o ministro Carlos Ayres Britto. Em 17 de abril, ele deverá substituir Cezar Peluso. No entanto, ao completar 70 anos, em novembro, Ayres Britto será obrigado a se aposentar. E, no lugar dele, entrará o vice-presidente eleito, Joaquim Barbosa.

O ministro Carlos Ayres Britto já relatou ações polêmicas e dá sentenças com sensibilidade e poesia. Exemplo deste seu modo de agir e pensar pode ser observado em seu voto favorável à liberação de pesquisas com células tronco.

Em um texto, com muitas metáforas, Ayres Britto distinguia o "embrião" da pessoa humana, na tentativa de rebater os argumentos de que a Constituição garantiria direitos a partir da fecundação.

"Ninguém afirma que a semente já é planta ou que a crisálida é uma borboleta", disse o ministro.

Ayres Britto terá mais um julgamento delicado pela frente. Ele deverá comandar o julgamento do processo
do mensalão, previsto para este ano.

Sergipano de Propriá, Ayres Britto formou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, e doutorado em Direito Constitucional pela PUC de São Paulo. Também poeta, Ayres Britto é membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, sendo na área da literatura jurídica a que ele publicou mais títulos e teve maior projeção.

(Informações obtidas na Assessoria do STF. Foto: Divulgação)

sábado, 10 de março de 2012

AS MULHERES QUE ABALARAM O MUNDO



Há pessoas que pela história de vida,
pela atitude assumida,
pela generosidade, pelo amor ao próximo,
pelo senso de justiça,
 pela dignidade,
pela grandeza humana,
me emocionam.
Dilma Rousseff, sem dúvida, é uma dessas pessoas.
Que ela seja farol para as mulheres brasileiras
 e que Deus a proteja sempre!


A presidente Dilma Rousseff e a grafiteira carioca Panmela Castro estão na lista das 150 mulheres que “abalaram” o mundo, publicada nesta semana pela revista americana Newsweek.

Em seu blog, o deputado petista André Vargas reporta a Newsweek, que destacou que “de Detroit (EUA) até Cabul (Afeganistão), essas mulheres estão fazendo com que suas vozes sejam escutadas”.

A escolha de Dilma foi, segundo a revista, baseada não apenas por ser a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil, mas por sua militância política. Já a carioca Panmela aparece na lista por seu ativismo social.

O ranking inclui a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, as americanas Oprah Winfrey, Meryl Streep, Angelina Jolie, Lady Gaga e Hillary Clinton.

Entre as 150 mulheres, também, a cantora britânica Adele, a ativista chinesa Mao Hengfeng, a chanceler alemã Angela Merkel e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde.

domingo, 4 de março de 2012

CERCA DE 25 MIL PESSOAS CELEBRAM RÉVEILLON EM CURITIBA

Esta é a 2ª edição do Réveillon
Fora de Época realizado na Praça Espanha, em Curitiba

Queima de fogos de artifício, brindes com espumante, pessoas vestidas de branco se abraçando e desejando feliz ano novo uns aos outros. Esse foi o clima do Réveillon Fora de Época que reuniu cerca de 25 mil pessoas entre a noite de sábado, 03, e a madrugada de domingo na Praça da Espanha. A maioria dos participantes recebeu convites (ou simplesmente ficou sabendo sobre o evento) via redes sociais. A proposta era celebrar à meia-noite – cada um à sua maneira – o “verdadeiro” início de ano, seguindo o ditado popular de que no Brasil ele só se inicia depois do Carnaval.

Se em sua primeira edição, realizada em 2011, foram aproximadamente quatro mil pessoas que compareceram ao evento, neste ano o público foi seis vezes maior, segundo estimativa da Polícia Militar. E, diferentemente do ano passado, o local contou com uma estrutura mais apropriada. Policiais militares e guardas municipais fizeram a segurança de toda a praça, enquanto banheiros químicos foram instalados pela Prefeitura de Curitiba para atender os participantes.

Sem nenhuma programação cultural, o evento se resumia a grupos de pessoas bebendo, conversando e ouvindo música nos carros. À meia-noite, como no ano novo tradicional, houve queima de fogos e alguns participantes mais exaltados se banharam no chafariz da praça. Para a professora Danieli Fernandes, que acompanhou o evento pela primeira vez, a iniciativa foi válida. “É uma celebração da diversidade, com pessoas de classes sociais e tribos diferentes”, avaliou. “A partir do momento que as pessoas se mobilizam para um evento como esse, também podem se unir para brigar por coisas melhores”, acrescentou a gerente de vendas Bárbara Pilato.

Até a uma hora da manhã de domingo, a PM e a Guarda Municipal não haviam registrado nenhuma ocorrência no evento. Um dos problemas verificados no local, contudo, foi a não restrição a garrafas de vidro. Algumas pessoas procuravam atendimento após cortar o pé em cacos dessas garrafas. Também gerou reclamação o número pequeno de banheiros químicos, dez ao todo, disponibilizados em apenas um ponto da praça. “É muito pouco para todo esse pessoal que veio”, afirmou o estudante Ricardo Alvarez enquanto aguardava numa longa fila.

Nas primeiras horas da festa, alguns comerciantes se mostravam mais tranquilos com o aparato de segurança e a organização do trânsito na região. Ruas do entorno foram interditadas para facilitar o deslocamento dos participantes e evitar transtornos aos motoristas.

POLÊMICA

O evento deste fim de semana não teve uma organização formal e as pessoas foram convidadas a participar da festa por meio das redes sociais. A ideia desse réveillon, segundo um porta-voz que só deu entrevistas por e-mail, sem ser identificado, era mobilizar a população para um evento divertido e inusitado. Por isso mesmo, o grupo não se comprometeu a levar música, bebidas ou fogos de artifício, deixando a responsabilidade por conta dos participantes. Somente pelo Facebook, 56 mil pessoas foram convidadas a participar da festa. No fim da tarde de sábado,03, já passavam de 17 mil os que haviam confirmado presença.

Na versão de 2011, o réveillon fora de época deixou a Praça da Espanha com muito lixo no chão, carros com som alto e desrespeito ao meio ambiente. Os comerciantes sofreram também com a procura por banheiros nos seus estabelecimentos, sem que as pessoas consumissem algo no local.

A prefeitura não foi notificada oficialmente do evento, mas concordou em garantir a estrutura, apesar de afirmar que não apoia a festa. O órgão ainda ressaltou que a praça não comporta um evento desse porte. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) também participou da discussão. O órgão enviou ofício à Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando que o Executivo agisse para “impedir que este evento se realize sem o mínimo de condições e estrutura”.

(Texto de Anderson Gonçalves e foto de Marcelo Andrade veiculados no Jornal Gazeta do Povo neste domingo, 04.03.2012)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

PRÍNCIPES E PRINCESAS











Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma
rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio
e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente
comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da
cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende a ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente
e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que
os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando
em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo
de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece
manhã de Natal do tempo em que a gente
acordava e encontrava o presente do
Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus
acendeu no céu e daquelas que conseguimos
acender na Terra. Ao lado delas, a gente não
acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um
lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque
suave que sua presença sopra no nosso coração. (...)


(Poema de Ana Saldanha /
Fotos de VMWelte)

MORADOR DE RUA É CONDENADO A PRISÃO DOMICILIAR EM SP

Qual futuro se espera de uma criança,
 quando a sociedade lhe dá as costas?

(Fotos extraídas da Internet)

Preso por furtar placas metálicas de estações do metrô de São Paulo, Nelson Renato Danuzo conseguiu habeas corpus junto ao TJ-SP após pedido da Defensoria Pública de São Paulo e foi condenado a prisão domiciliar. O problema é que Danuzo não tem casa -ele é morador de rua.

Danuzo havia sido preso duas vezes pelos furtos e se encontrava preso no CDP I (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

Segundo o TJ, o advogado de Danuzo não informou nos autos que o réu não possui residência fixa. Ele foi declarado inimputável em exame de sanidade mental realizado pelo IML (Instituto Médico Legal).

Pelo fato de Danuzo necessitar de cuidados médicos, seu advogado - que cuidou do caso em razão de mutirão carcerário realizado pelo Instituto de Defesa do Direito de Defesa - pleiteou sua liberdade junto ao Judiciário.

O pedido não foi atendido, pois o desembargador Figueiredo Gonçalves entendeu que a soltura do réu não seria adequada para o caso, uma vez que ele poderia voltar a cometer delitos por conta do transtorno mental, segundo o TJ.

Com base nesses fundamentos, o TJ determinou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar.

(Texto veiculado no Site da Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira, 02.02.2012)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

IGOR MOREIRA, O MAGO DA LUZ E SOMBRA


O fotógrafo Igor Moreira Gomes fez, neste fim de ano, o pré-lançamento de seu último livro, “Interior”, no Espaço Cultural Beto Batata, em Curitiba. Um local tradicional que apresenta exposições de fotografia, pintura e música ao vivo. Na foto, da esquerda para a direita, artista plástico e videasta Carlos Henrique Tullio (Curitiba Filmes); fotógrafo Guto Andrade; Maria Eligia Portugal Macedo (Coordenadora e Psicopedagoga); fotógrafo e autor da obra, Igor Moreira Gomes, e serigrafista Nelson Hulmann (Solar do Barão). “É mais um grande sucesso deste talentoso e sensível fotógrafo”, disse o estudante de geologia, João Carlos von Knüppeln Almeida. “É uma obra caprichada, sob um olhar atento, crítico e comovente”, comentário da artista plástica Maria Inês Peixoto, ouvido na noite de pré-lançamento.

Da Assessoria de Imprensa

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TENHO A CHAMA DIVINA DA VIDA!

"… Sou como você me vê …
Posso ser leve como uma brisa
ou forte como uma ventania.
Depende de quando
e como você me vê passar … ”


(Clarice Lispector)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ESPERANDO O PAPAI NOEL



Eu e um de meus melhores amigos...

domingo, 1 de janeiro de 2012

ORAÇÃO DE ANO NOVO!


Senhor Deus,
dono do tempo e da eternidade,
Teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.
Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigado
por tudo aquilo que recebi de Ti.
Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores,pelo ar
e pelo sol, pela alegria e pela dor,
pelo que é possível e pelo que não foi.
Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho
que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos
e o que com elas pude construir.
Apresento-te as pessoas que, ao longo destes meses, amei,
as amizades novas e os antigos amores,
os que estão perto de mim e os que estão mais longe,
os que me deram sua mão e aqueles a quem pude ajudar,
os com quem compartilhei a vida, o trabalho, a dor e a alegria.
Mas também, Senhor, eu quero te pedir perdão.
Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto,
pela palavra inútil e pelo amor que desperdicei.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito,
perdão por viver sem entusiasmo.
Também pela oração que, aos poucos, fui adiando.
Senhor, gora venho apresentar todos meus ouvidos,
descuidos e silêncios. E, novamente, te peço perdão.
Começamos um novo ano. Paro
a minha vida diante do novo calendário que se inicia
e Te apresento estes dias,
que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.
Hoje, Senhor, eu peço para mim, meus parentes, amigos e, ainda,
aos que foram falsos amigos, a paz e a alegria,
a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.
Quero viver cada dia com otimismo e bondade,
levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.
Fecha os meus ouvidos a toda falsidade e
meus lábios a palavras
que possam magoar.
Abre, sim, meu ser a tudo o que é bom.
Que meu espírito seja repleto somente de bênçãos
para que as derrame por onde eu passar.
Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem,
enche-os de sabedoria, paz e amor. E que nossa amizade dure
para sempre em nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria, para que
todas as pessoas, que eu encontrar em meu caminho,
possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.
Dá-nos um Ano Feliz, e ensina-nos a repartir felicidade.
Amém.


(A.D.)


PS.: Desejo que nunca te falte um sonho pelo que lutar, um projeto para realizar, algo que aprender, um lugar onde ir e alguém a quem amar… Feliz Ano Novo.

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ 2012 !


A vida é magia que se renova.
Meus votos é que todos possam aproveitá-la ao máximo,
em lucidez, amor, saúde, paz, justiça,
solidariedade, realizações e felicidade.
Adeus Ano Velho!
Vamos, juntos, reescrever a vida!

Abraços fraternos;

VMWelte

domingo, 25 de dezembro de 2011

TENHA UM FELIZ NATAL!


Não importa a grafia, o idioma e a forma: DIEU, ALLAH, GOTT, JAVÉ, DOVA, GODT, TOOS, THOT, AMON, BALL, ILLU, BUDA, Pai, XIVA, DEUM, ADAD, BOOG, GOD, TUPÃ OU DEUS...

Há informações de que nós O definimos em 72 nomes. E parece que ELE não se importa como a gente O chama. Apenas quer que O chame.

Na minha vida, ELE está sempre presente. E quando perco as forças, eu sei, e sinto, que ELE me carrega em SEU colo.

Desejo que Ele esteja com você e sua família.
Neste Natal e sempre!

Com afeto imenso;

VMWelte

(É apenas uma imagem. Mas que imagem!
Por favor, alguém sabe o nome do fotógrafo
para lhe dar os créditos devidos e merecidos?!)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SENADO APROVA PEC DO DIPLOMA COM 65 VOTOS. AGORA É A VEZ DA CÂMARA FEDERAL

Em votação realizada na sessão desta quarta-feira (30), o Senado aprovou, com 65 votos favoráveis e 7 contrários, a PEC 33/2009, do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), que restitui a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De norte a sul do país a categoria comemora.

A sessão do Senado foi acompanhada com José Carlos Torves e por José Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Francisco Nascimento, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, e Lincoln Macário, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, que comemoraram após a divulgação do resultado no placar do plenário.

Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, a expressiva votação foi emblemática. “Representou o desejo do Senado de corrigir um erro histórico do STF contra a categoria profissional dos jornalistas”, disse. Ele agradeceu o esforço de todos os parlamentares que se empenharam pela aprovação da matéria, especialmente o autor da PEC, senador Valadares, e o relator, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), e parabenizou a categoria e os Sindicatos de Jornalistas pela persistência nas mobilizações em defesa do diploma.

O diretor de Relações Institucionais da Federação, Sérgio Murillo de Andrade, também avalia que o Senado corrigiu um erro grave do STF, cometido em 2009, e que “surpreendeu toda a sociedade, que visivelmente passou a apoiar nossa luta pelo resgate da dignidade da profissão”.

Temporariamente “de alma lavada”, Sérgio Murillo lembra que o “primeiro round” desta luta foi vencido. “Devemos e merecemos comemorar, mas nossa mobilização tem que prosseguir cada vez mais forte para assegurar a vitória da restituição da exigência do diploma para o exercício da profissão tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados”, concluiu.

(Matéria veiculada pela FENAJ, nesta quarta-feira, 30.11.2011)

sábado, 12 de novembro de 2011

PARTE I - PRÉ-CANDIDATO, RATINHO JUNIOR FALA EM RESGATAR A “GENIALIDADE” DE CURITIBA

Deputado federal mais votado de 2010
se mostra crítico severo da mesmice do IPPUC,
dos radares e da falta de mobilidade urbana.
Para ele, a cidade precisa parar
de correr atrás do prejuízo e inovar.
Sobre quem apoiar no 2º turno:
“Nossa meta é estar no 2º turno,
então nem trabalhamos com essa hipótese”

Um político por vocação, que já deixou um bom legado e que se encaixa no perfil da nova safra de parlamentares que os brasileiros estão buscando. É assim que Carlos Roberto Massa Junior, mais conhecido como Ratinho Junior, se descreve. Com 30 anos o parlamentar, que foi o deputado federal mais votado nas eleições de 2010, está arregaçando as mangas para conquistar um novo feito: ser eleito prefeito de Curitiba nas eleições do ano que vem. Sem apoio político de grandes partidos até o momento, Ratinho Junior revela em entrevista ao Jornal do Estado que apesar de não ter recebido o apoio de Osmar Dias (PDT), que foi seu candidato ao governo em 2010, seu projeto continua. Sem negar a frustração pela escolha do ex-senador por Gustavo Fruet, Ratinho Junior vibra com os apoios que vem conquistando dia a dia e faz críticas severas a atual gestão.

O IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), a segurança pública e a mobilidade urbana são os principais alvos do deputado federal, que diz que em uma possível gestão sua como Prefeito, daria prioridade a estas áreas e voltaria a deixar Curitiba com um planejamento para décadas. “Não podemos mais correr apenas de medidas paliativas”, afirma. “Curitiba precisa resgatar a sua genialidade”.

Em pouco menos de uma hora, o deputado demonstrou que mesmo não tendo ao seu lado o governador Beto Richa, considerado por ele o maior cabo eleitoral no Paraná, sua candidatura está embasada em projetos famosos com o metrô de Curitiba (que ele ajudou a viabilizar a verba) e no apoio de cabos eleitorais não menos famosos que o atual governador, a exemplo de seu pai, o apresentador de televisão Ratinho.

Jornal do Estado — Como o seu partido, o PSC, está se estruturando para a sua pré-candidatura à Prefeitura de Curitiba nas eleições de 2012?

Ratinho Júnior — Na verdade nós estamos nos organizando há um bom tempo não só em Curitiba, como em todo o Paraná. A ideia é ter o maior numero de candidatos a prefeito e obviamente fazer o maior número de prefeitos eleitos no ano que vem. Em Curitiba nos organizamos bastante com a chapa de vereadores. Buscamos bons candidatos, candidatos de médio porte, sem trazer nenhum figurão para formar uma chapa que desse a oportunidade para todos os candidatos terem chance.

JE — E como está a viabilidade da sua candidatura? Já existe alguns partidos fechados em torno do seu nome?

RJ — Alguns partidos têm conversado bastante com a gente. O PT do B, PR, PV, PC do B. São partidos que ainda não apresentaram candidatura própria e nem estão comprometidos com a candidatura do atual prefeito ou do Gustavo Fruet, então temos que buscar esses aliados. Com alguns a conversação já está bem avançada e com outros menos. O meu grande problema era viabilizar tempo de televisão. Uma candidatura à Prefeitura necessita de um tempo mínimo para disputar com condições de igualdade. O PT do B e o PR estão praticamente fechados conosco.

JE — Como está a sua relação com o Osmar Dias e o PDT pelo fato de eles terem lançado a candidatura de Gustavo Fruet, mesmo o senhor tendo apoiado o ex-senador na eleição para governador de 2010?

RJ — Confesso que eu tinha a expectativa de ter o apoio do PDT. Com a ida do Gustavo as portas se fecharam para ter esse apoio do PDT à nossa candidatura. Mas nós vamos avançar, não vamos ficar parados. Continuo tendo um bom relacionamento com o Osmar, mas não posso dizer que não me frustrou um pouco essa não reciprocidade com o meu projeto.

JE — E as conversas com o PT? O senhor chegou a comentar que queria ser o candidato da presidente Dilma em Curitiba?

RJ - Tenho conversado com algumas lideranças importantes do PT, que têm poder de decisão no partido, como os deputados federais Dr Rosinha e Angelo Vanhoni, o deputado estadual Tadeu Veneri. Espero que caso eles não tenham candidatura própria, me apóiem. Acho que é o natural. Nós sempre estivemos ao lado deles. Apoiamos a candidatura do Osmar, apoiamos a candidatura da Gleisi para senadora e prefeita de Curitiba. É natural que haja uma contrapartida de apoiamento ao nosso projeto.Há uma divisão dentro do partido porque muitos querem determinado candidato, outros querem candidatura própria, outros apóiam o Gustavo, outros me apóiam, mas acho que se fizer uma avaliação dentro da militância do PT o nosso nome vai ter uma grande vantagem perante os outros, até pela nossa fidelidade até hoje com esse projeto.

JE — Já existe algum direcionamento do seu partido caso haja 2º turno em Curitiba e o senhor não esteja entre os candidatos?

RJ — Nossa meta é estar no 2º turno, então nem trabalhamos com essa hipótese.

JE — Como o senhor avalia a cidade de Curitiba. Quais os pontos fortes e os fracos?

RJ — Os principais pontos fortes perante as demais capitais são a educação e saúde. Comparado com as demais, a cidade tem bons índices de aprovação nessas duas áreas. E os pontos fracos, na minha visão, são a mobilidade urbana, que ficou sem planejamento; a violência, que é indiretamente responsabilidade da Prefeitura; e também o enfraquecimento do IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba).

JE — Esses pontos fracos seriam consequentemente os pilares de sua campanha?

RJ — Com certeza. Nosso grande objetivo é ser uma opção, um instrumento de soluções para os problemas da cidade. O IPPUC, que sempre foi o cérebro de Curitiba, uma referência na genialidade dos seus projetos, na busca de soluções, não é mais. O IPPUC sempre tinha as soluções para os problemas que ainda não existiam. Hoje não. Atualmente Curitiba corre atrás para tentar solucionar os problemas que já existem há alguns anos porque não foram solucionados. O IPPUC deixou de ser o grande cérebro da cidade. Tiraram do IPPUC e passaram para a Secretaria de Planejamento essa função estratégica de projetar a cidade para as próximas décadas. E o que aconteceu é que acabam se tomando decisões muito mais políticas do que técnicas. A nossa grande meta é poder trazer essa genialidade de novo para Curitiba. Hoje todas as decisões para resolver problemas são paliativas.

JE — Essa questão de falta de planejamento é um fator que levou aos problemas de mobilidade, citados pelo senhor?

RJ — Com certeza isso passa em especial pela mobilidade. Estive em Taiwan em maio e fui conhecer sistema de metrô deles, que teve investimentos desde 1994. Dezesseis anos depois, eles têm 100 quilômetros de metrô e até 2016 vão ter mais 40. Nós estamos tendo dificuldade de fazer 14. Vamos levar de seis a sete anos para conseguir fazer isso, que deveria ter sido planejado há muito tempo. Falta planejamento a longo prazo.


(Parte I do texto da jornalista Amanda Kasecker, foto de Valquir Aureliano, veiculados no Jornal do Estado e no Site http://www.bemparana.com.br/)

PARTE II - CONTRATOS - “PREFEITURA GASTA MUITO COM O ICI”

O que acontece na Câmara hoje
é justamente por dar a oportunidade de haver reeleição

JE — E a investigação em torno do presidente da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso?

RJ — O que acontece na Câmara hoje é justamente por dar a oportunidade de haver reeleição. A reeleição é algo extremamente ruim, em especial para os poderes. Quando acontece a reeleição, se deixa de fazer a oxigenação. A Câmara de Curitiba deixou de fazer esta renovação, ficou perpetuando vários vereadores, em especial o Derosso, que já esta há 12 anos na presidência da casa.

JE — Em matéria recente do Jornal do Estado, foi revelado que a Prefeitura gasta mais dinheiro com o ICI (Instituto Curitiba Informática) do que com áreas como segurança, esporte e habitação. Além disso, o ICI já tem contrato com a administração até 2016. Como candidato e possível prefeito de Curitiba como avaliaria essa questão?

RJ — Primeiro faríamos uma análise jurídica do contrato para saber até que ponto pode-se rompê-lo ou ajustar aos padrões financeiros que achamos suficientes para manter produto desses. Eu, pessoalmente, acho muito caro o que a prefeitura gasta nessa área. Por exemplo, eu gastaria menos como ICI e gastaria mais com câmeras de segurança.

JE — Como é o seu relacionamento com o atual governador? O apoio dele à reeleição do atual prefeito é um complicador para sua candidatura?

RJ — Sempre me dei bem com o Beto Richa, apesar de não ter participado de nenhuma de suas eleições. Ele certamente é uma força política que vai atrapalhar, pois é um grande cabo eleitoral. Talvez hoje o maior cabo eleitoral para qualquer candidato.

JE — Um cabo eleitoral maior que seu pai?

RJ — Meu pai é um grande cabo eleitoral, mas não é político. O Beto é um dos homens públicos mais fortes. Mas acho que as pessoas vão chegar à conclusão de que o governador vai ajudar Curitiba independente do prefeito. O Beto gosta da cidade muito mais do que qualquer figura que possa representá-la. Nesse ponto tenho vantagem sobre todos os outros candidatos porque me dou bem em todas as esferas. Sou do conselho da presidente Dilma e tenho bom trânsito com o governador. Tenho certeza que minha candidatura é de construção de pontos. Não tenho nenhum apadrinhamento político e tenho independência na minha carreira que me dá possibilidade de buscar os melhores cérebros para fazer um bom trabalho.

JE — Já que falamos em seu pai, o apresentador Ratinho. Ele é um grande conselheiro seu em sua carreira política?

RJ — Meu pai dá pouco palpite na minha carreira. Ele obviamente torce e se orgulha. Até porque ele gosta de política, mas não gosta de ser político. Tenho certeza que se a candidatura realmente for viabilizada ele vai estar do meu lado, me apoiando, como pai.


(Parte II do texto da jornalista Amanda Kasecker, foto de Valquir Aureliano, veiculados no Jornal do Estado e no Site www.bemparana.com.br)

PARTE III - PROJETO - “NÃO TENHO PROBLEMA EM DIVIDIR FILHO BONITO”

"Posso dizer que motivamos
a discussão e tiramos o metrô do papel"

JE — Sobre o metrô de Curitiba, qual a sua participação neste projeto?

RJ — Posso dizer que motivamos a discussão e tiramos o metrô do papel. Quando eu me elegi deputado federal pela primeira vez, em 2007, sentei com alguns técnicos para saber o maior problema da cidade de Curitiba. Todos foram unânimes em dizer que era a mobilidade urbana e que Curitiba não tinha como escapar do metrô. Então eu fui atrás.Como já tínhamos o projeto, fui atrás do dinheiro. Fiz a emenda que entrou no PPA (Plano Plurianual) daquele ano. Isso era essencial porque toda grande obra precisa estar no PPA, senão a obra não sai. A emenda foi aprovada pela bancada do nosso estado e depois no plenário por unanimidade. Se hoje saiu esse R$ 1 bilhão para o metrô foi porque lá atrás nós conseguimos viabilizar esse dinheiro.

JE — Apesar de todo o seu esforço para o metrô sair do papel, certamente o atual prefeito também vai se utilizar desta obra como um dos feitos de sua campanha. Como fica a paternidade do projeto?

RJ — Não tenho problema em dividir filho bonito. Acho que foi uma grande ideia para as próximas décadas. Ele vai ter o bônus dele de poder lançar essa obra e nós tivemos o nosso por ter legalizado e conseguido esse recurso. As pessoas hoje têm essa clareza e nós temos documentação de tudo isso.

JE — Curitiba, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é a 5ª cidade com mais favelas no Brasil. Como o senhor vê a questão social da cidade?

RJ — É necessário avançar. Nós curitibanos temos uma cultura de não querer ver a plena realidade. E a saída é justamente ter mais agilidade nos processos da Cohab, que tem que ser mais operacional e dinâmica. Além disso temos que urbanizar essas áreas, levar investimentos para dar estrutura que a comunidade precisa.

JE — Como o senhor vê a criação da nova Secretaria de Trânsito?

RJ — A Urbs foi um descuido de muitos anos. Ela jamais, pela nossa constituição, poderia ter o poder de polícia que ela teve por todos estes anos. Como um órgão que não é fiscalizado pelo parlamento municipal pode fiscalizar o cidadão? É uma coisa sem nexo e que juridicamente é um desastre. Foi um grande relapso das autoridades que estavam comandando a cidade. Agora estão tentando reverter este problema. Pode ser uma saída jurídica para fazer a fiscalização decentemente.

JE — O senhor continua sendo um crítico dos radares?

RJ — Os radares se tornaram um negócio para a Prefeitura. Deixou de ser um instrumento de educação para ser instrumento de arrecadação da Prefeitura. Concordamos que o motorista tem que andar na lei, mas existe uma maneira correta para se aplicar os mecanismos para que isso aconteça. Manter uma mesma empresa por anos renovando uma licitação não é legal. No mínimo, não é ético. Essa questão da renovação de contratos ao invés de novas licitações é um vício de gestão. Acontece em várias prefeituras e em Curitiba não é diferente.

(Parte III do texto da jornalista Amanda Kasecker, foto de Valquir Aureliano, veiculados no Jornal do Estado e no Site http://www.bemparana.com.br/)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

QUEM VIU SABE: AS CATARATAS DO IGUAÇU SÃO UMA DAS MARAVILHAS DA NATUREZA. E ESTÁ ENTRE AS SETE MAIS BELAS DO MUNDO




É impossível ficar indiferente diante das Cataratas do Iguaçu. A primeira vez que eu me deparei com aquela maravilha da natureza eu tive mais uma vez a certeza da existência de Deus. E, emocionada, chorei e agradeci o privilégio. Eram muitos. Eu podia ver a assombrosa força daquelas águas espumantes, luminosas e fortes em fantásticas quedas d’água, furadas por frágeis andorinhas, que buscam construir seus ninhos naquelas rochas, atrás das águas. Hoje, 11.11.11, sexta-feira, a Fundação New Seven Wonders anunciou que as Cataratas do Iguaçu, ao lado da Floresta Amazônica estão entre as sete novas maravilhas do mundo moderno.

Voltando aos privilégios, eu podia ouvir o ensurdecedor ruído das fantásticas quedas d’água. Podia pegar nas águas, sentir os fortes respingos d’água molhar o meu rosto, meu corpo todo. Eu era parte daquele cenário de sonhos e magia ao caminhar pela passarela que atravessa o rio Iguaçu. Tantas e quantas vezes eu estiver lá, diante de uma das sete maravilhas do mundo, vou me emocionar, chorar e agradecer a Deus pelos meu sentidos e por estar viva. Por ter o privilégio de ter nascido nesta “terra abençoada por Deus e bonita por natureza. Que beleza!”

Além das Cataratas do Iguaçu e da Floresta Amazônica, também foram eleitos a Baía de Halong (Vietnã), a Ilha de Jeju (Coréia do Sul), o Parque Nacional de Komodo (Indonésia), o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas) e a Table Mountain (África do Sul). A lista definitiva será divulgada em janeiro de 2012, depois de o processo de votação passar por uma auditoria independente.

O concurso começou em 2007 e reuniu mais de 440 candidatos de 200 países. Dois anos depois, um júri formado por sete especialistas – entre eles diretores da Unesco e da Fundação suíça – definiram os 28 finalistas, com representantes dos cinco continentes. A escolha final foi definida pelo voto popular que mobilizou milhares de pessoas, organizações, esportistas, artistas e celebridades em todo o mundo em prol de algumas candidaturas. E, tenho certeza, contou com o seu voto e com o meu.

A próxima disputa organizada pela New Seven Wonder escolherá as Sete Cidades Maravilhosas do Mundo. Vamos lá, eleger o Rio de Janeiro com as suas maravilhas naturais, sua gente hospitaleira e linda, junto com o Cristo Redentor.

(Texto e fotos de Vania Mara Welte, exceto a última)

domingo, 30 de outubro de 2011

FERIADO NACIONAL NA GRÉCIA

28 de Outubro - O Dia do Oxi (Não!) é feriado nacional na Grécia e é comemorado pelos gregos de todo o mundo. Trata-se de uma das mais importantes datas do país.


Durante a invasão fascista e nazista na 2ª Guerra Mundial, em 1940, o comandante das forças armadas italianas, liderado por Benito Mussolini, enviou ao primeiro-ministro grego, Ioannis Metaxas, uma mensagem para que os gregos se rendessem às tropas italianas, e que não houvesse derramamento de sangue, pois era de vital importância para os nazistas a entrada de suas tropas pelo Mediterrâneo.

A resposta dos gregos foi Oxi (Não!), representando a não aceitação do nazismo, do fascismo e também da opressão.

Neste momento a Grécia entrou na 2ª Grande Guerra e derrotou os fascistas. Só depois de aproximadamente três meses é que os nazistas conseguiram invadir a Grécia, mas foram posteriormente expulsos de volta para a Albânia.

Total de mortos, aproximadamente 1.000.000

Os gregos são um povo alegre, aberto, inteligente, basta verificar a quantidade de filósofos (Aristóteles, Platão, Sócrates e tantos outros...) que deram rumo à humanidade, com a sua forma lúcida de pensar.

São tão maravilhosos, que a sua dança, a sua arte são sempre coletivas.

Precisamos aprender com eles.

VMWelte

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O RATINHO, A CINDERELA E O PRÍNCIPE

O BOM RATINHO

Na tarde deste domingo, 23, um grupo de artistas apresentou a peça “Cinderela, um Conto de Fadas”, no Teatro do Sest/ Senat, em Curitiba. O texto, de Charles Perrault, recebeu a adaptação e direção de Ithamar Kirchner. Assim, no palco um contador de histórias puxava o fio do espetáculo. De repente, ele perguntou à platéia entusiasmada com a história: ‘vocês viram que bonzinhos são os ratinhos, amigos da Cinderela? Vocês conhecem um ratinho tão bonzinho assim?”E de uma das filas da frente saiu a resposta: “eu conheço, sim, ele até é deputado federal”.

O ESPETÁCULO

“Cinderela, um Conto de Fadas”, o espetáculo montado por um grupo de jovens artistas teve de voltar aos palcos do Sest/Senat a pedido do próprio público. Esta é a sexta vez que lotou aquele teatro. As crianças participam da peça com respostas ao contador de histórias, vivido por Cristiano Ramos. Nos papéis de Cinderela e do príncipe, o casal Karina Mildemberg e Jonas Saddock de Sá encantam as crianças, que torcem por um final feliz, e, ao mesmo tempo, demonstram medo da madrasta e das suas filhas, vividas por Isabelle Sbrussi, Gislaine Santos e Jéssica Regina.

O rei (Hailton Tiepolo) e seu conselheiro (Eder Tiepolo) e os ratinhos (Leonardo Kirchner, Aline Martines e Hyuri Bastos), além da fada (Dafne de Melo) arrancam muitas risadas da platéia. A produção é de Luciana Kirchner e Cristiano Miranda. A sonoplastia é de Willian Bastos e iluminação de Ricardo Alberti. Auxiliares de palco e maquiagem são de Luana e Bruna Rodrigues, Suelen Souza, Hellen Youngbloond e Adrielle Teixeira. Todos, nomes ainda desconhecidos pela maioria do público, mas que devem ser guardados na memória. O espetáculo é um sucesso, com lotação sempre esgotada. Para quem não viu, só na próxima temporada.